Acho que como o fim da vida o fim de um relacionamento,
Representa uma perda, pra quem vai e pra quem fica.
Primeiro nos negamos à situação,
Somos positivos.
Acreditamos que por tudo que passamos juntos,
O fim não pode ser esse,
Tanto pra quem fica quanto pra quem vai,
É difícil abrir mão de algo que já foi bom,
Como também é difícil aceitar esse fato.
Nas duas situações, acredito que passamos por estágios.
Parecidos com os estágios do fim da vida.
Quando negar já não der conta do nosso sofrimento,
Ficamos bravos, com o mundo.
Sem humor, ou com um humor bem ruim.
A gente briga com a vida, e nessa hora ela parece ser tão
cruel.
Depois percebemos que não adianta brigar isso não vai fazer
ninguém voltar.
Começamos a pensar em uma possível reconquista,
Que na maioria das vezes não sai como o planejado.
Que na maioria das vezes não sai como o planejado.
Alguns apelam a Deus, aos amigos, à profissionais.
“Eu preciso ter ele de volta, eu preciso tê-la de volta”.
Faria qualquer coisa, sigo qualquer regra,
Vou na igreja toda semana.
Algumas vezes esse apego é feito para a própria pessoa,
dizendo:
“Eu mudei”. Não acredito em mudança, provavelmente nem você
mesmo,
No desespero vende o que você não tem em estoque.
E quando essas investidas não dão certo,
Você chora.
O mundo cai de baixo
dos seus pés, você esta em queda livre.
Algumas pessoas dizem não ter mais motivos pra viver,
Ele era tudo,
Ela fazia meus dias mais felizes.
Você gruda na pessoa de uma forma que a sufoca,
Ao invés de atrair você repele, e ai você sofre mais.
São dias nublados dentro de você, você sente só o frio.
Nada mais parece fazer sentido na vida.
Depois de um tempo você se acostuma com a situação,
Não diria que esquece, isso vai depender do grau do
sentimento,
Mas você se acostuma.
Começa a sair, a achar as pessoas bonitas.
A beber, a conhecer pessoas novas,
A se divertir,
E ai você chega na última fase,
Não você não esqueceu,
Mas finalmente aceitou.

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