segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Não vou te esperar



Ontem eu acordei mais cedo pra ter mais tempo pra você.

Quando olhei no relógio já marcava  23:57 da noite e eu nem se quer tinha ouvido tua voz.

Eu não sabia nada sobre o seu dia, enquanto o meu tinha sido mesmo sem você, só você.

Eu juro que eu tentei achar meu valor, mas jamais encontrei.

Eu era boa pra você enquanto estávamos juntos,

Mas separados eu era nada.

Até que hoje eu cansei de ser nada.

E me lembrei de que eu já havia tratado como nada quem pra mim já quis ser tudo.

Eu entendi os dois lados,

Eu não posso exigir algo que não existe,

Como eu também não posso regar algo que eu não deseje ver florescer.

Hoje, na verdade já é amanhã,

E eu não penso mais tanto em você,

Eu não rego a ‘esperança’’ de te ver,

Só rego a vontade de te esquecer.

Ontem você foi tudo, hoje você provou que nunca passou de nada.

Talvez, você tem sido alguma coisa em certo momento,

Mas não restou muito.

Espero que seja feliz,

Não guardarei rancor e espero que de mim nunca ninguém sinta-o.

Não somos obrigados a amar ninguém,

Mas o mínimo que podemos fazer é respeitar os sentimentos,

Valoriza-los.

O que não significa fingir corresponde-los,

Apenas entende-los,

Avaliar o que deve ser feito e fazer.

Sem dó,

Sendo sempre sinceros.

Hoje eu deixo você ir e percebo que talvez você nunca,

Esteve de fato aqui.

Talvez quem esteja partindo, seja um pouco de mim,


Que tem uma imaginação sem fim.

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